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Mostrando postagens de setembro, 2011

Intocável

Não esperou o próximo inverno ou a primavera começar para levar suas coisas e sei lá, ir embora. Em cima dos cacos de vidros, daquelas lembranças do nosso último encontro. Um meio-termo, sem jeito pra falar. Veio-me na cabeça aquelas cartas, bilhetes, roupas, tudo que tinhas deixado para trás e que me deu uma vontade tremenda de corrê-las sobre a casa e deixá-las ao fogo. Queimar tudo. Mesmo que se cortando e se ferindo sobre as ruínas que tínhamos deixado para trás, pelo chão dos vagões da vida. Eu estava lá. Porém eu arranharia seu rosto de ecos. Um eco embriagado de desculpas, um eco de timbre frouxo soando mil declarações de amor ao vento, um eco trôpego de abraços, um eco falho repleto de frases gritando por você, lhe agarrando, lhe chamando pra voltar, lhe dizendo que sem você a vida não seria nada. Um eco pra lhe deixar em casa e passar sei quantos invernos adentro ao seu lado. Um eco de amor, lhe pedindo para que você fique mais um pouco. Ela nem sonha o quanto...