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Mostrando postagens de junho, 2013
Hoje acordei com uma vontade estranha de pôr os baratos em dia. D ficar bêbado só de cueca no meio do deserto do meu quarto, ou qualquer coisa parecida . Hoje acordei com uma puta ressaca da vida, uma vontade insuportável de estar noutro lugar mas sem precisar sair de casa. Vagar meio assim sem ter onde, distanciar-me sem ter fim (sem sair de mim), fazendo a dança da chuva ou qualquer babaquice que me faça sentir mais jovem ou mais idiota, porque pra mim, tudo tanto faz há tanto tempo que eu já nem sei mais o que é de fato relevante. Uma nova história pra contar, qualquer coisa pra distrair minha cabeça desse complexo de estar cansado de mim mesmo, que sou um saco. Eu sou um saco! Quão graves nos tornamos à sombra imunda dos tempos; onde foi que esquecemos quem nós éramos? E afinal, o que agora somos? Tudo o que vejo quando tudo deixa de ser sonho. A tinta desprende-se das paredes do quarto, me faz pensar em bijus e eu sinto vontade até de mastigar as parede...
À medida que o tempo passa, a tristeza vai se acumulando; já dizia o Kerouac. E não importa o que você faça ou que caminho resolva tomar na vida. É como roupa branca depois de muito usada e lavada: o coração fica tão encardido de mágoas que nem mesmo a mais forte água sanitária é capaz de clarear. A impressão que se tem é a de que nunca mais conseguirei olhar as coisas e ter a mesma visão da beleza que eu tinha ontem.  Por que ninguém mais é espontâneo? Por que tenho que pedir e implorar por quase tudo que me deixa contente? Por que não me fazem mais surpresas? Talvez por isso essa constante vontade de fugir se torne mais evidente. Fugir pra algum lugar que não existe mais, porque tudo é tarde demais quando você já estragou tudo ou permitiu que os outros estragassem por você. Viver é uma pressão constante, uma luta constante contra o mim mesmo que existe em mim e os fantasmas terceirizados (e contrabandeados) que o perturbam em busca de uma perfeição que de na...