Hoje acordei com uma vontade estranha de pôr os baratos em dia.
D ficar bêbado só de cueca no meio do deserto do meu quarto, ou qualquer coisa parecida.
Hoje acordei com uma puta ressaca da vida, uma vontade insuportável de estar noutro lugar mas sem precisar sair de casa. Vagar meio assim sem ter onde, distanciar-me sem ter fim (sem sair de mim), fazendo a dança da chuva ou qualquer babaquice que me faça sentir mais jovem ou mais idiota, porque pra mim, tudo tanto faz há tanto tempo que eu já nem sei mais o que é de fato relevante.
Uma nova história pra contar, qualquer coisa pra distrair minha cabeça desse complexo de estar cansado de mim mesmo, que sou um saco.
Eu sou um saco!
Quão graves nos tornamos à sombra imunda dos tempos; onde foi que esquecemos quem nós éramos? E afinal, o que agora somos?
Tudo o que vejo quando tudo deixa de ser sonho. A tinta desprende-se das paredes do quarto, me faz pensar em bijus e eu sinto vontade até de mastigar as paredes em busca da risada perfeita. Mastigar a realidade pra ver se tem mesmo gosto de parede ou se ainda é uma torta de maçã. Quando nem sei se busco algo.
Quando?
Calamidade é apenas uma palavra que não significa nada para mim, assim como os ponteiros do relógio que gritam que é hora de dormir. É sempre hora de dormir ou hora de acordar. Hora de partir. Hora do devir. Dormir sem vontade de sonhar, acordar morto de sono e trabalhar. Todo o resto é querer demais.
Tudo um sonho e nada mais.
D ficar bêbado só de cueca no meio do deserto do meu quarto, ou qualquer coisa parecida.
Hoje acordei com uma puta ressaca da vida, uma vontade insuportável de estar noutro lugar mas sem precisar sair de casa. Vagar meio assim sem ter onde, distanciar-me sem ter fim (sem sair de mim), fazendo a dança da chuva ou qualquer babaquice que me faça sentir mais jovem ou mais idiota, porque pra mim, tudo tanto faz há tanto tempo que eu já nem sei mais o que é de fato relevante.
Uma nova história pra contar, qualquer coisa pra distrair minha cabeça desse complexo de estar cansado de mim mesmo, que sou um saco.
Eu sou um saco!
Quão graves nos tornamos à sombra imunda dos tempos; onde foi que esquecemos quem nós éramos? E afinal, o que agora somos?
Tudo o que vejo quando tudo deixa de ser sonho. A tinta desprende-se das paredes do quarto, me faz pensar em bijus e eu sinto vontade até de mastigar as paredes em busca da risada perfeita. Mastigar a realidade pra ver se tem mesmo gosto de parede ou se ainda é uma torta de maçã. Quando nem sei se busco algo.
Quando?
Calamidade é apenas uma palavra que não significa nada para mim, assim como os ponteiros do relógio que gritam que é hora de dormir. É sempre hora de dormir ou hora de acordar. Hora de partir. Hora do devir. Dormir sem vontade de sonhar, acordar morto de sono e trabalhar. Todo o resto é querer demais.
Tudo um sonho e nada mais.