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Mostrando postagens de janeiro, 2012

Odeio...

Eu odeio quando você ri, eu odeio quando você me olha desse jeito, esse jeito inconsequente e carinhoso que só teus olhos tem... Eu odeio quando você me abraça, quando você me beija e me aperta tão feliz, Eu odeio quando você chora... Eu odeio quando você dorme e me faz sentir tua respiração, a paz nos teus sonhos. Eu odeio quando você me hipnotiza e me faz perder noites te vendo dormir. Eu odeio o seu sorriso, a felicidade tão esbelta e jovem. Eu odeio quando você dança, eu odeio quando você se mexe e se preocupa. Eu odeio que você me ame. Eu odeio odiar só por não retribuir. Eu odeio admitir que eu não te mereço, Eu odeio quando você me ama. Eu odeio o jeito que você encosta em mim, O jeito que vem se aninhando, atiçando o meu lado carente pra depois ter de ir embora. Eu odeio como você me atiça. Eu odeio sua cara de amor, eu odeio o jeito que você despreza o triste. Eu odeio o compasso sincronizado de nosso andar, formando um tango homogêneo. Eu odei...

Cartas para ela - Parte/um

Amor, às vezes me sinto tão… de esperar por aqueles momentos, quase entristeço, quase me entrego ao que não espera, ao que só desespera, amor, minha vida é só esperar. Mas quando estou assim, desse jeito, meio mole, eu me lembro: você está aí, em algum lugar na areia e também espera o que há de trazer as ondas do mar que um dia haverá de ser também um pouco nosso. Quando lembro, amor, uma coisa assim sem nome enche meu ser de esperança, eu fico todo todo, sorrio, sinto a sorte e respiro um pouco da sua presença ausente que está tão perto de ser presente, meu presente, recompensa por todos esses mesês em que nos entregamos em sacrifício à solidão. É uma longa caminhada, tantos passos na areia que já me é impossível contá-los, mas este rastro pela praia, assim tão longo, me fortalece ainda mais, pois sei que estas pegadas minhas já estão bem próximas de encontrar as suas. Tenho guardado tanta alegria, tantos momentos felizes, uma coleção sem fim de sorrisos para o seu sorriso,...

Oceano nada pacifico

lançado em alto mar amarrado em correntes ela sorri depois de me  empurrar minhas paredes me afogam como se tivessem mil olhos ela sorri depois de me empurrar meus desejos imergem o sol anoitece ofegante ela sorri depois de me empurrar me vejo em reflexo nas vontades do que me ama ela sorri depois de me empurrar este sufocar este suor no corpo e na alma estas pernas que me quebram a espinha estes espinhos em seus lábios - beijos carnívoros e ela inexoravelmente tão insensata somente sorri depois de me empurrar ela sorri.

Das garotas que se foram

garotas vão embora e deixam a tristeza é a sua herança como filhos que jamais chegaram a ter e mesmo assim choram a noite inteira em seu ouvido lamentando algo que você já não tem elas vão embora como rios em busca de um mar ilusório elas apenas seguem seu leito estreito ignorando a fome em suas margens a sede que as águas não matam elas querem ser livres garotas vão embora e não se importam que um dia sonharam seus braços quando estavam e não eram de todo alegria mas ao menos preenchiam aquele lugar vago nas camas nas mesas de jantar nos seus porta-retratos na sua vidinha besta demais sua vidinha que era tudo o que pediam sua vidinha breve demais como um último suspiro e ainda assim longa o suficiente para que uma delas ficasse com você até o fim garotas vão embora elas sempre vão não importa o que você faça outros homens outros anseios outro Deus que não o seu elas sempre arrumam motivos e partem partem partem partem você ao meio e saem sempre...