Oceano nada pacifico

lançado em alto mar
amarrado em correntes
ela sorri depois de me  empurrar

minhas paredes me afogam
como se tivessem mil olhos
ela sorri depois de me empurrar

meus desejos imergem
o sol anoitece ofegante
ela sorri depois de me empurrar

me vejo em reflexo
nas vontades do que me ama
ela sorri depois de me empurrar

este sufocar
este suor no corpo e na alma
estas pernas que me quebram a espinha
estes espinhos em seus lábios -
beijos carnívoros

e ela inexoravelmente

tão insensata somente

sorri depois de me empurrar
ela sorri.

Postagens mais visitadas deste blog

Conversa cretina (manual da vida)

Das coisas