Sobre coisas simples e ordinárias
(…)Para uma pessoa inteligente, você diz muita besteira”. “(…)Por que você vem com essa conversa toda sobre anjos, Deus e os loucos? Se você estivesse bêbado era outra coisa, mas você não está.”(…)
Bom, muito bom! Quer ouvir a verdade? Estou entediado. Estou cheio. Só vim aqui comer e pegar um dinheiro emprestado. É, vamos falar de coisas simples e ordinárias. Como foi a sua última operação? Você gosta de carne branca ou prefere escura? Vamos falar de qualquer coisa que nos impeça de pensar ou de sentir. Claro, foi muita bondade da sua parte nos dar vinte dólares assim direto, sem hesitar. Muito decente da sua parte, coisa de branco. Mas eu fico indócil quando escuto vocês falando. Queria ouvir alguém dizer alguma coisa… original. Sei que você tem um bom coração, que jamais faria mal a alguém. E imagino que também seja do tipo que não se mete na vida alheia. Mas isto não me interessa. Estou farto de gente boa, gentil, generosa. Quero gente que me demonstre caráter e temperamento. Meu Deus, nem mesmo consigo ficar bêbado – nessa atmosfera. Eu me sinto o próprio Judeu Errante. Queria atear fogo na casa, ou coisa assim. Se você tirasse a calcinha e a mergulhasse no café, pode ser que ajudasse um pouco. Ou se pegasse uma salsicha e a usasse como consolo… Sejamos simples. Eu já tive um cérebro comum, sonhos comuns, desejos comuns. E quase enlouqueci. Detesto o que é comum. Daqui a dez anos a sua bunda vai estar toda enrugada e os seus peitos vão estar caídos como dois sacos de água quente vazios. Dez anos, doze anos, que diferença faz? Você teve algumas fodas e depois secou. E daí? No momento em que você pára de se divertir, só resta a melancolia. Não é você quem regula sua vida – você deixa sua genitalia regulá-la por você ?
Bom, muito bom! Quer ouvir a verdade? Estou entediado. Estou cheio. Só vim aqui comer e pegar um dinheiro emprestado. É, vamos falar de coisas simples e ordinárias. Como foi a sua última operação? Você gosta de carne branca ou prefere escura? Vamos falar de qualquer coisa que nos impeça de pensar ou de sentir. Claro, foi muita bondade da sua parte nos dar vinte dólares assim direto, sem hesitar. Muito decente da sua parte, coisa de branco. Mas eu fico indócil quando escuto vocês falando. Queria ouvir alguém dizer alguma coisa… original. Sei que você tem um bom coração, que jamais faria mal a alguém. E imagino que também seja do tipo que não se mete na vida alheia. Mas isto não me interessa. Estou farto de gente boa, gentil, generosa. Quero gente que me demonstre caráter e temperamento. Meu Deus, nem mesmo consigo ficar bêbado – nessa atmosfera. Eu me sinto o próprio Judeu Errante. Queria atear fogo na casa, ou coisa assim. Se você tirasse a calcinha e a mergulhasse no café, pode ser que ajudasse um pouco. Ou se pegasse uma salsicha e a usasse como consolo… Sejamos simples. Eu já tive um cérebro comum, sonhos comuns, desejos comuns. E quase enlouqueci. Detesto o que é comum. Daqui a dez anos a sua bunda vai estar toda enrugada e os seus peitos vão estar caídos como dois sacos de água quente vazios. Dez anos, doze anos, que diferença faz? Você teve algumas fodas e depois secou. E daí? No momento em que você pára de se divertir, só resta a melancolia. Não é você quem regula sua vida – você deixa sua genitalia regulá-la por você ?