Do fundo do mar, que fica dobrando a esquina, alguém pode escutar: Taptap – um suspiro, um estouvivo, natimortovivo. Mas sou daqueles proibidos de sonhar, porque o mundo nasceu feio. Sou um garoto mau, tentando bancar o bonzinho porque… Porque cansei de criar motivos para me arrepender. Os anos passam, as feridas curam, mas as cicatrizes ficam. Esse sorriso rasgado na minha cara de idiota, este olhar assim: estou triste, oba! Da incerteza de quem vive na certeza do incerto. Meu tempo exato é quando. Meu instante-já é ainda. Posto que agora foi ontem e eu ando tão porenquanto que já nem me lembro mais de perder a calma. Arrancando meus olhos, quebrando ossos deficientes de cálcio. Porque o diabo tem pernas bonitas e só usa minissaia. Os anjos têm cabelo carmesim, mas como eu disse: sou um garoto mau. O diabo tem madeixas loiras, mas eu sou bom demais. Estou no meio-termo, neste mundo tão sem meio-termos. Eu que sempre fui de extremos, acabei padecendo aquém da via estreita dos sonhos que perdi, frutos que pedi. Contra-senso, controverso. Sem muito explicar, exposto no subentendido, subjetivo sou, apenas tentando. Deixo de lado a estética da poesia pra compor desabafos extra-racionais, assim, desse jeito torto, mal feito mesmo.

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