A tristeza é como o amor: quando vem, mete o pé na porta e arrebenta tudo.
O coração não aguenta, entra em colapso e às vezes até morre.
É como estar na 192ª página de um romance ruim.
Quando você se lembra que houveram outros livros
e que estes só significam alguma coisa pra você
É como estar na 192ª página de um romance ruim.
Quando você se lembra que houveram outros livros
e que estes só significam alguma coisa pra você
que está sempre relendo a vida: nada mais
pra quem os deu: nada mais
pra quem você mais amou,
pra quem jamais te amou,
pra quem só te quis mais perto e depois se foi.
Como um clichê: um rio de águas turvas e correntezas ferozes.
Como o instante que precede o abrir os olhos ao acordar de manhã
pra quem jamais te amou,
pra quem só te quis mais perto e depois se foi.
Como um clichê: um rio de águas turvas e correntezas ferozes.
Como o instante que precede o abrir os olhos ao acordar de manhã
: será que eu vou? Será que meus motivos ainda são suficientes
para tanto?
E quando o coração (todo estropiado)
pergunta: que motivos? É quando você pensa em desistir
de tudo.
No entanto não desiste: insiste e prossegue.
Mesmo sem saber pra onde. Ainda que o horizonte
seja uma catástrofe: você dá um jeito. Quebra os ossos
mas ainda arranca das vísceras
uma esperança.
E é assim que você vive
para tanto?
E quando o coração (todo estropiado)
pergunta: que motivos? É quando você pensa em desistir
de tudo.
No entanto não desiste: insiste e prossegue.
Mesmo sem saber pra onde. Ainda que o horizonte
seja uma catástrofe: você dá um jeito. Quebra os ossos
mas ainda arranca das vísceras
uma esperança.
E é assim que você vive
quando chega à idade de não poder mais acreditar no amor.