forgotten diary

Não há muito o que dizer sobre o fim de 2009 que eu não tenha dito,  minha vida é tão bizarra e maluca que às vezes nem preciso da ficção para escrever. O final de ano foi ruim, mas acho que poderia ter sido pior. é claro que também poderia ter sido bem melhor, mas estão sempre fodendo meus planos e desta vez não foi diferente. Não falarei sobre isso, só digo que desta vez perdi uma boa praia e deixei alguém me esperando — alguém que pode estar pensando agora que eu não tenho palavra. Eu fiz planos demais para este reveillon, mudei meu destino meia dúzia de vezes: pensei em passar em santa com uma garota que me agrada muito, mas ela só tem mostrado desinteresse e eu, aos poucos estou perdendo o interesse pelo desinteresse dela. pensei em BH, mas não há muito para mim em BH. Pensei em São Paulo, onde passaria a virada bebendo com um bando de malucos fãs de Literatura Beat, depois Santos (que eu não conheço), onde eu passaria olhando o mar na companhia de uma garrafa, talvez Angra dos Reis, na Ilha Grande. por fim, aceitei o convite que uma garota (que muito me agrada e interessa) para acampar em Trindade, making love na brisa do mar. mas… pois é. Acabou sobrando para mim uma virada solitária ao som de discos de música brega. A vida é uma merda, primeiro você quase sangra sua alma para agradar uma garota que depois de tudo olha para você como se olhasse para um prato de sopa. Uma outra ainda não pôde vir conhecer você. Antes dessas, outras que lhe agradavam, mas estavam longe e você não pôde e/ou não quis se mudar para a cidade delas. Por fim, esta chance de qualquer coisa com esta garota que tem esse buraco parecido com o seu que, se não durasse (e você sabia que era difícil durar), pelo menos seria algo bonito e intenso. Falta de sorte fode, e eu preciso tanto de uma paixão maluca como essas para me sentir vivo. Já nem tenho escolhido tanto, não me entrego pra qualquer uma, tem de ser assim, louca por viver, intensa, desejosa de fogo e sentimento. É o peso dos anos. De repente sinto que já não tenho mais tempo para perder com ilusões e/ou fantasias bobas, sonhos de amores perfeitos num mundo onde ninguém quer ou acredita nisso. a coisa agora tem que ser mais direta, ou quer ou não quer, nada de não ou talvez, que eu vou embora. mas se vem um sim, eu mostro o que sei e o que tenho guardado — e eu não falo só de sexo. O problema é que parece que neste mundinho filho da puta a maioria das mulheres não quer um homem de verdade e sim um fantoche. Eu não sou um fantoche.
Sou um homem. Sou romântico, mas também tenho desejo, tesão, gosto do amor e acredito que ele combina também (e muito bem) com o sexo, gosto de mulher romântica e safada, ponto. No mais, estou de saco cheio e já não procuro, apenas espero que entre todas essas covardes que batem à minha porta eu encontre uma que seja realmente mulher e não tenha medo de ser amada da maneira que uma mulher de verdade merece ser amada.

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